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Burnout de mulheres cresce na pandemia e prejudica carreiras

30 de setembro de 2021 / Carreira / por Comunicação Krypton BPO

Pesquisa mostra que um terço das mulheres considerada reduzir sua carreira ou abandonar o mercado de trabalho por completo.

Em uma pesquisa anual com 65.000 trabalhadores em 423 organizações, um terço das mulheres disse que estava considerando reduzir sua carreira ou abandonar o mercado de trabalho por completo. Esse número saltou quase 10 pontos percentuais desde o início da pandemia. As mulheres, segundo a pesquisa, eram mais propensas a relatar o burnout do que os homens — uma diferença que também aumentou no ano passado.

“Nossas preocupações são o impacto do esgotamento pela pandemia nas mulheres a longo prazo e o que as empresas precisam fazer em resposta”, disse Rachel Thomas, cofundadora e diretora executiva da Lean In.

Nos últimos cinco anos, a representação das mulheres aumentou em todos os níveis, segundo o relatório. As mulheres ocupam quase 50% de todos os empregos de nível básico e cerca de um quarto dos cargos executivos, cada um com alguns pontos percentuais a mais do que em 2016.

Mas a pandemia colocou esses pequenos ganhos em risco, diz o relatório. “A representação feminina é apenas parte da história”, escrevem os autores. “A pandemia continua afetando os funcionários, especialmente as mulheres.”

A dificuldade de cuidar de crianças em meio à pandemia já empurrou milhões de mulheres nos Estados Unidos para fora do mercado de trabalho. Pesquisas como esta e outras sugerem que, se as coisas não melhorarem, muito mais acontecerá em breve.

O cuidado infantil é apenas uma peça do quebra-cabeça do esgotamento das mulheres, de acordo com a pesquisa. Funcionários subordinados a gerentes mulheres dizem que suas chefes são mais propensas a fornecer suporte emocional e ajudá-los a lidar com questões de vida profissional durante a pandemia. As líderes seniores do gênero feminino também têm maior probabilidade de assumir trabalhos formais e informais, promovendo a diversidade e a inclusão em suas organizações.

Esse tipo de trabalho “não está sendo reconhecido e nem recompensado” em um nível formal, como nas avaliações de desempenho, concluíram os autores. “Se os últimos anos nos disseram alguma coisa, é que existe um componente inteiro de desempenho que pode não estar vinculado a métricas operacionais e financeiras”, disse Jess Huang, sócia da McKinsey que foi coautora do estudo.

Apesar dos pequenos ganhos deste ano, o avanço corporativo ainda reserva muitos problemas para as mulheres. Quando assumem funções de gerência, é mais provável que elas relatem microagressões, como terem sua competência contestada ou seu julgamento questionado.

Fonte: Exame

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